sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eixo 1...

Visitando as interdisciplinas e as atividades propostas no Eixo 1, pude recordar um pouco de como foi nosso início de caminhada no curso, onde o medo do novo se confundia com o otimismo de grandes descobertas diante de uma oportunidade única do curso que estava sendo oferecido.
Quero relembrar de um modo especial neste espaço a interdisciplina “Escola, Cultura e Sociedade”, esta que bem me recordo, trazia textos complexos apresentados a estudantes que se intimidavam a tantos pensamentos confusos de pensadores sábios e também confusos. Fizemos um trabalho que deveria ser individual num grupo de seis alunas e ainda assim a compreensão do texto não alcançou os objetivos.
Lá, no ano de 2006, Paulo Freire já se fazia presente nas propostas desta interdisciplina, e as reflexões que ele permitia que fossem feitas se relacionavam à busca de sermos melhores educadores a cada dia, diante de uma escola que se mostrava desigual.
Hoje, 4 anos depois, ainda refletimos Paulo Freire e a realidade é ainda de uma educação desigual. A diferença que percebo é que como educadores, mesmo que os desafios e a reavaliação de nosso trabalho docente tenham que ser uma atividade frequente, sei que já somos melhores...

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Débora,

Lembro bem como foi difícil superar os desafios de leitura e compreensão propostos pela interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade. Ficamos todos de cabelos em pé! Mas... se tudo não foi superado naquele tempo, muito foi sendo superado ao longo do curso. Aquilo que era tão incompreensível antes, hoje é facilmente compreendido. Isso é prova de nossa capacidade de aprender e superar.


As mudanças na escola, na educação, em sua maioria, são imediatas e, por isso, atingem mais localmente. Isso, às vezes, pode nos fazer crer que a mudança não está acontecendo, que tudo parece igual. Precisamos perceber os avanços nas pequenas coisas para continuar acreditando, assim como Paulo Freire, que uma educação mais igualitária seja possível.

Beijos, Rô Leffa.