A criança e a poesia
Eu adoro uma poesia, ainda mais quando podem ser trabalhadas em sala de aula, de modo que o ambiente fique mais bonito, que os olhos de quem lê brilhe um pouco mais.
A poesia deveria ser realidade em muitas escolas, pois ela tem em seu contexto muita realidade, mas muita fantasia também. Traz sonhos e realizações, traz a imaginação.
A poesia que lhes apresento é de Mário Quintana, um dos meus poetas preferidos. Ele me parece escrever poesias com a alma, pensando em cada leitor que faria leitura delas.
Esta, por exemplo, traz realidades infantis, fala em brinquedos e poderia ser uma poesia muito interessante de ser “aplicada” em sala de aula.
Misturar poesia e brinquedo é atingir em cheio as crianças que estão em nossa volta. É falar de seus interesses, é fazer parte do mundo delas.
Mentiras
Lili vive no mundo do faz de conta...Faz de conta que isto é um avião.
Zzzzzuuu...
Depois aterrizou em um piquê e virou um trem.
Tuc tuc tuc tuc...
Entrou pelo túnel, chispando.
Mas debaixo da mesa havia bandidos.
Pum! Pum! Pum!
O trem descarrilou.
E o mocinho?
Onde é que está o mocinho?
Meu Deus! onde é que está o mocinho?!
No auge da confusão, levaram Lili para cama, à força.
E o trem ficou tristemente derribado no chão,
Fazendo de conta que era mesmo uma lata de sardinha.